Construção Civil lidera ranking de acidentes de trabalho

20/05/2010 11:35

BRASÍLIA

Mesmo com a ocorrência elevada de acidentes em atividades mais comuns no Pará, o setor campeão de casos segue a tendência nacional. A construção civil, principalmente na área de construção de edifícios, ficou na dianteira com 1.756 registros de acidentes no período avaliado, sendo 657 no ano de 2008. Em número de mortes, só ficou atrás do setor madeireiro, com 13 óbitos no triênio e quatro em 2008. De acordo com o diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social, Remídio Todeschini, as quedas, os soterramentos e os choques elétricos são as três principais causas dos casos de fatalidade e invalidez permanente (23, nos três anos).

O técnico do Ministério da Previdência chama a atenção, ainda, que as notificações do Pará também se diferem das do restante do País quanto à categoria. Oitenta e cinco por cento dos casos são problemas típicos, ou seja, são ocasionados por relação direta com o trabalho, como um ferimento na mão pelo manuseio de uma máquina, por exemplo. Em todo o Brasil, a média de acidentes típicos é de 60%. Esse índice vem perdendo destaque pelo avanço dos registros de doenças relacionadas ao trabalho, principalmente as relacionadas com os transtornos mentais e comportamentais, doenças psíquicas, como depressão, estresse, decorrentes de pressão, assédio moral ou chefia autoritária, por exemplo.

Outra doença muito incidente entre os trabalhadores brasileiros é a lerdose, caracterizada pelos movimentos intensivos e repetitivos. Considerada a doença do século XXI, ela teve uma evolução de 588% entre 2006 para 2008 em todo o território nacional. No entanto, na contramão do movimento nacional, são muito baixos os casos relacionados a doenças de trabalho no Pará. Nesses três anos analisados no anuário da Previdência, houve pouco mais de mil casos, apresentando uma oscilação decrescente: em 2006, 414 casos; em 2007, 362; e em 2008, 238. Já as doenças adquiridas na função têm registros menores do que os acidentes no trajeto do trabalho. Só em 2008, foram 1.179 registros no Pará.

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